terça-feira, 20 de julho de 2010

Chegando em Mumbai...

Depois de quase 20 horas de vôo e mais 4 horas na espera da sala de embarque na África do Sul...

Aqui estou em Mumbai com um jet lag enorme por causa das quase 9 horas de diferença de fuso horário. E como sempre ao chegar na Ásia, já fui abençoada com os piriris na barriga...mas, vamos teclando...

Só para não dizer que não dei notícias, farei um resumão dos acontecimentos, voltarei quando estiver um pouco melhor, combinado?


. A viagem:

Foi ótima, peguei um avião da South African: São Paulo- Johannesburg (África do Sul)- Mumbai


No segundo vôo houve muitas turbulências (mesmo agnóstica, rezei um pai nosso...rsss... pois é, no medo até ateu se converte...rssss..)

Em Johannesburg: chegamos 8:00 da manhã, estava muito frio. O aeroporto é moderno, ainda com a cara da Copa, cheios de vuvuzelas. Tirei muitas fotos, mas ficarei devendo, pois a espertinha aqui esqueceu o cabo da câmera no Brasil. Os africanos (pelo menos os que eu vi no aeroporto) são negros cheios de molejo, bonitos e sorridentes. Adoram cantar e dançar, deu uma vontade de ficar mais tempo por lá pra ver mais desta alegria, quem sabe um dia...

Primeiras impressões em Mumbai...

Pra quem já me conhece sabe que quando viajo pra algum lugar novo, não crio muitas expectativas, penso o pior para não ficar decepcionada. Em Mumbai foi a mesma coisa. Pensei o pior de Mumbai, mas até  que não foi tão mal assim. Algo que eu costumo perceber logo de cara nos lugares que eu chego, é o cheiro, cada país ou cidade tem um cheiro característico. São Paulo, por exemplo, tem cheiro de monóxido de
carbono logo ao chegar no aeroporto, o ar torna-se  pesado. A Tailândia tem cheiro de gengibre pois eles usam muito como tempero. Em Mumbai o cheiro não foi muito agradável, uma mistura de odor de esgoto com roupa suja, esse cheiro me acompanhou por toda travessia da cidade (pois o hotel que estamos localiza-se, no outro lado da cidade, em Novo Mumbai). Mas, como somos seres adaptáveis ao meio, os cheiros bons ou  ruins logo se tornam imperceptíveis, e assim tudo fica mais belo.


Percebi também que em Mumbai o contraste financeiro é bastante ostensivo, entre as 15 milhões de pessoas estão os maiores milionários do mundo aos mais miseráveis. Fui no domingo num dos shoppings mais famosos daqui, e presenciei um festival de marcas e magnatas, e logo ali do outro lado da rua do shopping algumas crianças maltrapilhas se esbofeteavam por um pedaço de pão encontrado num latão de lixo... assim é Mumbai por enquanto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Triste Haiti...

Meus sentimentos pelas vitimas do terremoto no Haiti. São impressionantes as cenas divulgadas na TV, logo no inicio do dia.





Com uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, o Haiti é o país mais pobre do hemisfério ocidental, de acordo com a CIA. O povo sofre com as mortes provocadas por doenças como a Aids, além de problemas causados pela falta de saneamento básico. O país tem altos índices de mortalidade infantil e baixas taxas de crescimento populacional.

"O Haiti não tem nenhuma estrutura política, então, gangues e rebeldes se revezaram após a ditadura. A última tentativa de normalização foi a eleição de Arestide, mas ele também foi deposto. A situação política lá sempre foi extremamente volátil e, dentro desse quadro, simplesmente desapareceu qualquer marca de ordem. Não tinha polícia, não tinha Justiça, as pessoas faziam saques e matavam umas às outras nas ruas"
(http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1444556-5602,00.html)

Será que um país tão desgraçado como este, precisava de mais catástrofe para castigar os miseráveis haitianos?

Coisas de Alá... Mas, se eu fizesse esta pergunta para um monge budista, ele certamente responderia que o Haiti sofre perseguições cármicas. E que o sofrimento traz um equilíbrio.  Entretanto, nada disso tem sentido para mim.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Tentando voltar...

Antes mesmo  de começar escrever, já estou com vontade de parar. Parece que meus neurônios entram em duelo, alguns querem dormir, outros querem extravasar. Mas, prometi, para eu mesma, combater a inércia na escrita, pois percebo que o meu interior necessita se expressar de alguma forma, preciso ser ouvida por alguém, ou melhor, lida por alguém.Ou talvez só escrever, mesmo sem leitores, já basta para acalmar a inquietude do meu ser.

A vida continua boa no Brasil, mas, ainda tenho fobias em andar pela rua , sempre quando vejo algum ciclista se aproximando entro em pânico, suor e calafrios, e um impulso para correr. Para quem não sabe, fui assaltada por um ciclista nos primeiros meses, em Vila Velha-ES, na porta de casa. Mas, tudo bem, ainda acho que o Brasil é um dos melhores lugares do mundo para viver, nada apaga a minha alegria por estar aqui.
Criei também outro blog, na esperança de fazer as pazes com a escrita, mas, não deu certo. A idéia do “Segredo de Pandora” seria um refúgio para as horas de consternações, nas horas das minhas crises de identidade. Seria um blog com temas polêmicos, feminismo e filosofia. Diferentemente do que eu escrevo por aqui. Ainda não sei se vou mantê-lo, mas, vou o deixando por enquanto.

Por enquanto é só, até mais...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Num dia chuvoso em Vila Velha...

Assim recomeço... renascendo das cinzas como Fênix:

.Sem minha aliança, me assaltaram na semana passada.

.Bronzeaderríma, aqui faz muito sol! Tô virando caiçara.

.Ainda tentando compreender os capixabas: já fui maltratada, já me serviram café frio, já me expulsaram de uma loja.... mas, as praias são lindas!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sorry...

Mil perdões para os meus leitores, se é que existem... tô com o bloguinho tão largado, com muito pó e teias de aranha, prometo ressuscitá-lo
... Sei... sei, já fiz tantas promessas e não consegui cumpri-las... mas, vou tentando.

Na chegada do Brasil, já passei por mil fases, sou literalmente a eterna mulher de fases...

As expatriadas me entenderão melhor. Sabe quando você volta pra sua pátria, os sentimentos ficam confusos, você não sabe se aqui é ainda o seu lugar. Vem a euforia de voltar pra casa e depois vem uma pincelada de tristeza. Tristeza, não sei bem do que ou porquê? Só, sei que ela veio e se instalou, quase não quis embora, mas dei um ultimato nela, e ela se tocou e partiu.

Tive sentimentos de perda, é como se eu tivesse pulado capítulos de algum livro interessante, perdi capítulos das pessoas que eu amo. Perdi a chegada das rugas da minha mãe, os cabelos brancos do meu pai, o crescimento dos sobrinhos...

Engraçado como é a vida, quando você sempre está no mesmo lugar, você não vê o tempo passar. Não vê as pessoas envelhecerem, parece que tudo continua a mesma coisa. Mas, quando você volta de uma longa viagem, a vida te joga na cara de que tudo é passageiro. Que as flores que enfeitaram o teu jardim da vida um dia vão embora ,ou já foram, sem te avisar, sem respeitar o teu tempo ausente. E você chora e sente remorso, uma dor no peito, e se condena por não ter estado ali...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Eu fui...

Queridos, ainda estou embriagada com as delícias do Brasil, pareço uma menininha perdida num parque de diversões... Rs...Sei, sei que sou uma otimista iludida imutável.

Mas, não é àtoa, adivinhem pra onde eu fui ontem? Show do meu amado Djavan!! Dancei, cantei e chorei (sou uma eterna chorona). Chorei quando ele cantou “Faltando um pedaço’’, lembrei de quando eu era menina, dos sonhos … do passado. Engraçado como a música tem esse dom, de nos arremeter pra qualquer tempo e lugar.


Djavan sobe no palco acompanhado pelos filhos Max Viana (guitarra e voz) e João Viana (bateria), além da banda formada por Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz), Marcelo Martins (saxofones), François Lima (trombone e voz) e Walmir Gil (trumpete e voz).
Show do Djavan , Citibank hall, São Paulo, 25 -out-07.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Brasil, Sampa... matando as saudades.

Sei que sumi, sei... Mas, sabe essa vontade de comer um certo doce que você não comia faz tempo... Tantas coisas pra fazer, que não consigo parar: comer empadinhas na “Empada Brasil”, pastel na feira, caldo de cana, tomar chopinho nos botecos da Paulista, sentir a brisa brasileira nos meus cabelos...encontrar Maria, Andrea , João... e mais dezenas de amigos.

Oh Sampa! Que delícias teus domingos no Trianon Masp: tomar sorvete caseiro na feirinha de antiguidades, ver os grupinhos alternativos dos bichos grilos... que saudades de vocês!! Fazia tempo, hein? Caminhar na avenida Paulista à noite, mil carros na avenida... louca Paulicéia!

Saudades, saudades... vá embora! Que já estou na minha amada terra.