sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Índia no Mapa



Área total: 3.287.590 km2, dividida em 28 Estados e sete territórios unidos.
População: 1.198.003.272 hab. (2009)
Língua: Hindi é a língua nacional e primária; porém há outras 14 línguas oficiais: Inglês, Bengali, Telugu, Marathi, Tamil, Urdu, Gujarati, Malayalam, Kannada, Oriya, Punjabi, Assamese, Kashmiri, Sindhi, e Hindustani que é uma variação popular do Hindi/Urdu
Capital: Nova Delhi
Independência: 15 de Agosto de 1947 (do Reino Unido)


A Índia é uma das nações mais diversificada do mundo. Sua área é a sétima maior do planeta e sua população só é suplantada pela China. Localiza-se no sul da Ásia e ocupa quase todo o subcontinente indiano, com uma superfície de 3.165.596km2. Está separada do resto da Ásia pela cordilheira do Himalaia. Limita-se ao norte com China, Nepal e Butã; a noroeste, com o Paquistão; a leste, com Myanmar (ex-Birmânia) e o golfo de Bengala; ao sul com o oceano Índico; e a oeste com o mar da Arábia.Bangladesh forma um encrave, dentro da Índia, limitado pelos estados indianos de Bengala Ocidental, Assam, Meghalaya e Tripura, e com o território de Mizoram.

A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união com um sistema de democracia parlamentar. O país é a décima segunda maior economia do mundo em taxas de câmbio e a quarta maior economia em poder de compra. As reformas econômicas feitas desde 1991, transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo;no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição. Uma sociedade pluralista, multilingue e multi-étnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um pouco sobre a história da Índia...

Etimologia

O nome Índia é derivado de Indus,que é derivado da palavra Hindu, em persa antigo. Do sânscrito Sindhu, a denominação local histórica para o rio Indus.Os gregos clássicos referiam-se aos indianos como Indoi (Ινδοί), "povos do Indus ou povo que vivia além do rio Indo".


A constituição da Índia e o uso comum em várias línguas indianas igualmente reconhecem Bharat como um nome oficial de igual status. Hindustão (ou Indostão), que é a palavra persa para a “terra do Hindus” e historicamente referida ao norte da Índia, é também usada ocasionalmente como um sinônimo para toda a Índia.
 

Rio Indo
 
Civilização do Vale do Indo
 
Os sítios pré-históricos da Índia remontam a cerca de 20.000 a.C, mas os assentamentos agrícolas surgiram perto de 700 a.c e, ao redor de 2500 a.C., forma-se uma sofisticada civilização urbana, que se espalhou pelo vale do Indo nordeste da Índia, em direção a Gujarat.
 
As principais  cidades contavam  com estrutura de tijolos, ruas em padrão de grade e elaborados sistemas de esgotos. Selos de pedra, com uma escrita ainda indecifrada, e pesos e medidas padronizados estavam  entre os objetos dessa cultura (também conhecida como civilização Harapan), que tinha próspero comércio com a mesópotâmia. Restos de duas dessas cidades podem ser vistos em Lothal e Dholavira, em Gujarat por volta de 1.800 a. C., as cidades entraram em declínio, talvez por mudanças tectônicas ou ecológicas.
 

Civilização Harapan
 
Bibliografia: Eyewitness Travel India e Google imagens.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Preto ou branco?

Enquanto a maioria dos países do mundo tenta combater o racismo, aqui na Índia é diferente: pois desde pequeninos os indianos aprendem que ter pele mais clara é um dádiva dos deuses, ter pele clara é sinônimo de beleza e de sucesso. Uma ideia racista enfatizada por toda campanha publicitária (também em comerciais de produtos de origem europeia), por todos os filmes de Bollywood. E é uma amarga hipocrisia, pois a maior parte da população tem a pele bem escura.


Na Índia, a cor da pele pode definir tudo, até o destino de muitas meninas indianas. É pela cor da pele que se sabe se a menina encontrará mais rápido um candidato a esposo, isso é claro, se a moça já não está prometida pela família.

Deixo com vocês um video de um dos comerciais mais racista que eu vi por aqui:




Se o video não abrir, cliquem aqui:http://www.youtube.com/watch?v=nWls3U7ZZ1E

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Auto-riquixá














Estes são os auto-riquixás, chamados popularmente de autos, scooters ou phats-phats. São considerados o meio mais barato de transporte. Caminhando por Mumbai podemos ver centenas deles, com suas buzinas enlouquecidas, e é sempre uma aventura andar com eles. Uma grande aventura, principalmente num dia de chuva, pois chove mais dentro do que fora..rsss... eu mesma fiquei ensopada um dia desses.

E as tarifas são dadas de acordo com a cara do cliente, apesar de existir um taxímetro. Mas, os motoristas alegam que o taxímetro está sempre quebrado. Por isso, é sempre bom negociar o valor antes de embarcar num desses, daí é só entrar e rezar pra chegar vivo no destino( risos... brincadeirinha..).

* Nas fotos:1-eu e meu filho,2- dentro de um auto-riquixá, 3- trânsito em Mumbai

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Assédio na Índia...

Algo que está  me incomondando muito  por aqui, é o comportamento do homem indiano. E não adianta uma mulher usar calça com blusa de manga sem decote, eles sempre assediam. Com certeza alguns vão falar que os homens brasileiros são iguais, mas não são. O assédio é diferente, podem ter certeza! A diferença é que no Brasil, os homens olham, olham... mas são discretos. São discretos principalmente se a mulher estiver acompanhada do marido. Aqui, eles olham, se aproximam, ficam de perto olhando para cada parte do seu corpo coberto, fazendo aquela cara de pervertido...
 Não basta os olhares indianos perseguidores por ser estrangeira. E olha que eu  pareço uma indiana, mas não acontece só comigo. Já li muito sobre assédio sexual  na Índia  em outros blogs, inclusive esta questão está bem enfatizada em quaquer guia de viagem da Índia. Os guias geralmente alertam as mulheres para não usarem nenhum tipo de roupa que mostre os ombros ou as pernas, e até mesmo evitarem de sair sozinha pelas ruas. É muito perigoso...

E se vocês ainda estão céticos ou quiserem se aprofundar no assunto, passarei um  blog que conta tudo: indiagestão.blogspot.com
Lá também têm alguns casos escrabosos que aconteceram com algumas mulheres.

Esse post foi gerado por causa de alguns importunos que eu passei no final de semana passado. Um cara ficou me perseguindo no shopping , e eu morri de medo, a sorte que meu marido chegou, dai ele foi embora.  Sem falar nos olhares e comentários nada muito confortáveis em minha direção. E o detalhe, eu estava de jeans e uma blusa com manga. Então, não adianta tentar esconder o corpo, o assédio acontecerá sempre, o jeito é tentar se acostumar com isso, e evitar de sair sozinha.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chove chuva... muita chuva em Mumbai!

Desde quando cheguei aqui, não parou de chover um só dia, e não é uma chuvinha fraca não... são temporais acompanhados de ventos fortissímos. Não sei como ainda não inundou toda cidade. Para mim isso é ruim, pois me impossibilita de sair de casa. Mas, para os indianos a chuva por aqui é uma dádiva dos Deuses. Essa época chuvosa chama-se:

Monção

A palavra monção vem do árabe mawsim (estação) e refere-se aos ventos úmidos sazonais ao sul da Ásia, formam-se de Julho a Setembro. O sul, principalmente o litoral e o Nordeste  recebem chuvas torrenciais. Mas, elas são escassas nas planicies do Norte, que continuam quentes e úmidas.

No país nada é esperado com mais ansiedade do que essas chuvas anuais, pois  significa a transformação mágica da terra. Músicas e poesias  celebram os meses de sawan  e bhadon  (julho e agosto), como tempo de renovação e esperança.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Chegando em Mumbai...

Depois de quase 20 horas de vôo e mais 4 horas na espera da sala de embarque na África do Sul...

Aqui estou em Mumbai com um jet lag enorme por causa das quase 9 horas de diferença de fuso horário. E como sempre ao chegar na Ásia, já fui abençoada com os piriris na barriga...mas, vamos teclando...

Só para não dizer que não dei notícias, farei um resumão dos acontecimentos, voltarei quando estiver um pouco melhor, combinado?


. A viagem:

Foi ótima, peguei um avião da South African: São Paulo- Johannesburg (África do Sul)- Mumbai


No segundo vôo houve muitas turbulências (mesmo agnóstica, rezei um pai nosso...rsss... pois é, no medo até ateu se converte...rssss..)

Em Johannesburg: chegamos 8:00 da manhã, estava muito frio. O aeroporto é moderno, ainda com a cara da Copa, cheios de vuvuzelas. Tirei muitas fotos, mas ficarei devendo, pois a espertinha aqui esqueceu o cabo da câmera no Brasil. Os africanos (pelo menos os que eu vi no aeroporto) são negros cheios de molejo, bonitos e sorridentes. Adoram cantar e dançar, deu uma vontade de ficar mais tempo por lá pra ver mais desta alegria, quem sabe um dia...

Primeiras impressões em Mumbai...

Pra quem já me conhece sabe que quando viajo pra algum lugar novo, não crio muitas expectativas, penso o pior para não ficar decepcionada. Em Mumbai foi a mesma coisa. Pensei o pior de Mumbai, mas até  que não foi tão mal assim. Algo que eu costumo perceber logo de cara nos lugares que eu chego, é o cheiro, cada país ou cidade tem um cheiro característico. São Paulo, por exemplo, tem cheiro de monóxido de
carbono logo ao chegar no aeroporto, o ar torna-se  pesado. A Tailândia tem cheiro de gengibre pois eles usam muito como tempero. Em Mumbai o cheiro não foi muito agradável, uma mistura de odor de esgoto com roupa suja, esse cheiro me acompanhou por toda travessia da cidade (pois o hotel que estamos localiza-se, no outro lado da cidade, em Novo Mumbai). Mas, como somos seres adaptáveis ao meio, os cheiros bons ou  ruins logo se tornam imperceptíveis, e assim tudo fica mais belo.


Percebi também que em Mumbai o contraste financeiro é bastante ostensivo, entre as 15 milhões de pessoas estão os maiores milionários do mundo aos mais miseráveis. Fui no domingo num dos shoppings mais famosos daqui, e presenciei um festival de marcas e magnatas, e logo ali do outro lado da rua do shopping algumas crianças maltrapilhas se esbofeteavam por um pedaço de pão encontrado num latão de lixo... assim é Mumbai por enquanto.